"A maioria das pessoas odeia quando você ganha. Mas que fique claro: não estou nem aí para os meus oponentes. Sei que, se jogo bem, ganho. Sou como a Seleção Brasileira de Futebol. No xadrez, não existe ninguém à minha altura.". - Kasparov
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Cronologia FIDE/PCA

Top rating FIDENova Lista FIDE de 01 Outubro 2007
Após muito tempo o campeão mundial é o primeiro na lista FIDE.
    O Indiano Viswanaan Anand, com 2801 pontos, ocupa o primeiro posto nas listas mundiais que trimestralmente publica a Federação Internacional (FIDE), o Ucraniano Vassily Ivanchuk teve um grande ano e sobe para a segunda colocação com 2787 pontos e em terceiro lugar está O Russo Vladimir kramnik que perdeu o título de campeão mundial em setembro passado.

     A primeira mulher na lista FIDE é a húngara Judit Polgar, com 2708 ocupando a 20º colocação.
O Brasileiro melhor colocado é Giovanni Vescovi com 2617 pontos.
Top Brasileiros
Top 100 Players
Top 50 Women
Top 20 Juniors
Top 20 Girls

02.02.08 Drama "Bobby Fischer Goes to War" ganha diretor
Por: Diego Benevides
Drama

O diretor Kevin Macdonald ("O Último Rei da Escócia") está em negociação para dirigir "Bobby Fischer Goes to War", drama sobre uma partida de xadrez que ficou famosa entre o jogador americano Bobby Fischer e o russo Boris Spassky.

A partida aconteceu em 1972 no campeonato sediado na Islândia. Na ocasião, Fischer venceu Spassky, mas muito mais do que o jogo estava em questão. A disputa também era entre os Estados Unidos e a União Soviética, detentora da hegemonia esportiva.

Pouco se sabe sobre o desenvolvimento da película. Além de Macdonald na direção, o roteiro será realizado por Shawn Slovo ("Em Nome da Honra"). A história será baseada em um livro de autoria de David Edmonds e John Eidinow. A produção está agendada para iniciar no final de 2008. Até lá, nomes no elenco e na equipe técnica devem ser adicionados.

Macdonald atualmente está envolvido com as filmagens de "State of Play", baseado em uma minissérie do canal britânico BBC e que narra a investigação de um jornalista sobre a morte de uma jovem, amante de um poderoso político.


29.01.08 70º Corus Wijk aan Zee 2008
Final Aronian e Carlsen vencem !
11 a 27 de janeiro de 2008 Aronian e Carlsen dividem a primeira colocacao
Levon Aronian e Magnus Carlsen terminaram a 13º rodada empatados, e são os vencedores comuns do 70º torneio de Corus, Vishy Anand poderia ter se juntado a eles com uma vitória sobre Vladimir Kramnik, mas depois de um jogo lutado, teve que se satisfazer com um empate.

Classificação final: Grupo A

1.L. Aronian
M. Carlsen
8
3.T. Radjabov
V. Anand
5.V. Ivanchuk
P. Leko
7
7.V. Kramnik
M. Adams
9.S. Mamedyarov
J. Polgar
V. Topalov
6
12.P. Eljanov
B. Gelfand
L. van Wely
5
Pagina Oficial: http://www.coruschess.com/ Download partidas PGN

19.01.08 Ex-campeão mundial de xadrez Bobby Fischer morre na Islândia

Morre o genial Bobby Fischer Bobby Fischer

Excêntrico, arrogante e incomparável, norte-americano marcou época, ao ganhar o título mundial em 1972

O xadrez perdeu o seu “Menino Prodígio”. Considerado o “Mozart do Xadrez”, Robert James Fischer, ou Bobby Fischer, morreu quinta-feira em sua casa em Reikjavic, na Islândia, aos 64 anos - o mesmo número de casas de um tabuleiro -, de insuficiência renal. “Fischer marcou uma época na história da humanidade, como Isaac Newton, Albert Einstein e Yuri Gagarin”, afirmou o russo Kirsan Ilyumzhinov, presidente da Federação Internacional de Xadrez.

Um enxadrista de estilo agressivo, que lhe valeu o título mundial em 1972, ao vencer Boris Spassky, por 12, 5 a 8,5 após 24 partidas, encerrando o domínio russo de 30 anos no esporte. “Agora, quero garotas de seios grandes”, brincou Fischer. “Ele foi o fundador do xadrez profissional e um dos maiores de todos os tempos”, disse Garry Kasparov, campeão de 1985 a 2001.

Excêntrico, Fischer tornou o xadrez popular. Suas partidas contra Spassky dominaram o noticiário. Considerado gênio - Q.I. 184, o mesmo de Albert Einstein (a média é de 90 a 110)- chegou a interromper duelos por causa do trabalho de um câmera, o que fez com que as TVs encerrassem as transmissões. Sempre se sentiu perseguido. Se recusava a sentar em cadeiras normais para jogar e trazia seu próprio sofá. Jornalistas soviéticos diziam que havia um computador instalado em baixo, que dizia quais as jogadas Fischer deveria realizar.

Após vencer Spassky, Fischer defenderia o título contra Anatoly Karpov, em 1975, mas por exigir regras diferentes da Federação Internacional, foi destituído e “jogando fora” US$ 5 milhões. “A falta deste duelo foi uma grande perda”, disse Karpov, em 2006, em visita a São Paulo.

Fischer nunca mais jogou uma partida oficial. Refugiou-se em seu sítio na Califórnia. Chegou a arrancar todos os dentes com medo de que a KGB (polícia secreta soviética) tivesse instalado um microfone em uma de suas obturações. Em 1992, aceitou uma revanche contra Spassky para ganhar US$ 3,5 milhões, na Iugoslávia, durante embargo econômico imposto pela ONU. “Não reconheço a ONU”, disse Fischer, que foi acusado pela justiça norte-americana de realizar uma transação financeira ilegal no exterior e teve uma ordem de prisão internacional.

Em 2004, foi preso no Aeroporto de Narita, no Japão, quando tentava embarcar com passporte norte-americano anulado. Após oito meses de prisão, Fischer se refugiou na Islândia, onde viveu até sua morte.


22.11.07 Bobby Fisher, hospitalizado com suspeitas de paranóia
Bobby Fischer, en Narita (Japão)

A seus 64 anos, o excêntrico enxadrista foi ingressado num hospital da capital islandesa com problemas físicos e sinais de paranóia.

O ocaso segue em torno de uma das maiores lendas do esporte, o homem que elevou o xadrez à altura de uma da disputa da guerra fria. Bobby Fischer foi traído por sua própria mente. Segundo o diário argentino 'Página 12', encontra-se internado com problemas físicos e "sinais de paranóia" em Landspitalia, o hospital da Universidade de Reikjavik.

O enxadrista norte-americano, de 64 anos, chegou de forma acidentada à capital da Islândia em 2005. Depois de ser detido no aeroporto de Tokio em 13 de julho de 2004, já que seu passaporte tinha sido cancelado pelo governo dos Estados Unidos, as autoridades islandesas aceitaram dar-lhe asilo político para que pudesse escapar assim da extradição a seu país natal, que lhe perseguia, entre outras coisas, por participar em 1992 numa partida de exibição na Iugoslávia, rompendo o embargo pela guerra dos Balcans.

Tinha passado oito meses de penúrias, detento na prisão japonesa de Ushiku. Até seu rival desportivo tentou sair em sua ajuda. O russo Boris Spassky, ao que Fischer derrotou no que se denominou a partida do século, celebrada precisamente em Reikjavik em 1972 -em plena guerra fria-, remeteu uma carta a George Bush na que pedia o indulto para seu velho amigo. "Bobby é uma personalidade trágica. Dei-me conta disso desde que lhe conheci. É honesto, de boa natureza e com um alto sentido de justiça. Mas completamente antisocial. É alguém que fez praticamente tudo na contramão de si mesmo", dizia Spassky.

Desde então, o melhor enxadrista de todos os tempos, permanecia na capital mais setentrional do mundo, acompanhado por Miyoto Watai, sua noiva. Com suas contas bloqueadas, vivia de caridade, enclausurado num apartamento próximo à bahia. O diário argentino visitou seu bairro e falou com vizinhos do ex campeão mundial e com responsáveis do hospital em que está internado. "Um amigo que não quis revelar seu nome (...) assegurou a este diário que faz mais de um mês que efetuam (a Fischer) provas sem poder determinar a causa da doença que o mantém postrado", diz em suas páginas.

"Sua noiva japonesa, Minoko Watai, visita-o regularmente, segundo informou outro integrante do círculo pessoal de Fischer". "Está mais do que paranóico", disse ao diário um dos vizinhos do bairro que freqüenta a Fischer. "Sua doença não é séria, não está em perigo de morte, ainda que continuam fazendo-lhe testes para determinar do que sofre".

"Tem medo de tudo", agregou uma empregada de um hotel próximo. Há anos Fischer suspeita de um complô da CIA, a agência de espionagem americana, para levá-lo de volta aos Estados Unidos, país que ainda mantém uma ordem de captura sobre o enxadrista.

Paranóia = doença mental caracterizada pelo conceito exagerado que de si mesmo faz o doente que se julga incompreendido e superior ao seu meio, tendo por vezes delírios de grandeza ou de perseguição.
Fonte: Elmundo.es


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