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Alekhine
(esquerda) frente a Capablanca, en Buenos Aires 1927
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Alekhine era um amante de gatos. Jogou frequentemente em torneios com seu gato "chess" ao seu lado.
Ele usava roupas com desenho de gatos. Um oponente derrotado disse, "Eu sabia que estava em apuros quando ele apareceu com este animal maldito."
Alekhine e os Nazistas
Uma das maiores dúvidas é se Alekhine escreveu realmente esses artigos. Seus defensores tentaram provar que ele não o fez. Porém, do texto dos artigos, parece claro que Alekhine realmente os escreveu. Certamente o autor dispõe de conhecimento e vivência com os estilos de jogo dos grandes jogadores de xadrez do período entre guerras e havia poucas pessoas na Alemanha nazista em 1941 que conheciam o assunto como Alekhine.
Logo após a vitória de Anderssen, o grande drama do xadrez europeu se desenvolveu; o gênio foi confrontado por um outro grande gênio, vindo de Nova Orleans. Isso não causou estragos ao xadrez em si, pois o xadrez de Morphy era real no mais verdadeiro sentido da palavra. Ele só se tornou prejudicial, primeiramente, porque Morphy perdeu sua capacidade mental imediatamente após seus feitos incríveis, ficando inapto para o xadrez e também porque Anderssen não conseguiu recuperar-se da derrota para Morphy e conseqüentemente cedeu o cetro do xadrez sem maiores ambições, para Steinitz, o judeu.
O segundo adversário de Lasker foi o mestre de Lodz, Akiba Rubinstein. Tido como um ortodoxo radical, no ódio talmúdico (referente ao Talmude, livro das leis judaicas) ao "Goyyim" (região entre os rios Tigres e Eufrates que seria o berço da raça ariana), ele era obcecado, desde o início da sua carreira, pela idéia de completar uma espécie de "missão", além de sua inclinação pelo xadrez. Conseqüentemente, quando jovem, ele começou a estudar a teoria do xadrez com a mesma avidez que ele, quando menino, tinha pelo Talmude... E isso numa época de decadência do xadrez, quando a escola "vienesa" (fundada pelo judeu Max Weiss e em seqüência desenvolvida pelos judeus Kaufmann e Fahndrich), que via o segredo do sucesso não na vitória, mas na prevenção da derrota, estava de posse da cena do xadrez mundial.
Considerada uma criança prodígio na sua terra natal (ele foi campeão cubano aos doze anos), admirado por ser um jogador agressivo e impetuoso com lampejos de Morphy no começo de sua carreira, Capablanca teria se tornado não somente o deus do xadrez latino (como ele realmente foi por muito tempo) mas o ídolo de toda a comunidade enxadrística, se ele não tivesse sido enviado, quando jovem, à Universidade da Columbia em Nova York e lá tivesse assimilado os métodos profissionais dos enxadristas ianques. Sufocando seus dons táticos, ele se obrigou, ainda aos dezoito anos, a considerar o xadrez não como um objetivo, mas como um meio de vida e a buscar o princípio judeu da "segurança primeiro" à exaustão. Seus dons naturais eram tão grandes, que durante certo período ele se tornou o mestre da defesa; e tão astuto ele era, que ele procurou justificar o princípio negativo do xadrez defensivo, por meio de concepções pseudo-estratégicas, em vários artigos.
Freqüentemente exceções temporárias e brilhantes ocorreram, mesmo nas disputas do campeonato mundial (reações subconscientes do seu temperamento sufocado). Hoje em dia elas se tornaram cada vez mais raras.
Em setembro 1941, o presidente da Federação alemã de Xadrez, borne de Ehrhardt, disse que se Alekhine jogasse em um torneio em Munich, sua esposa teria permissão para encontra-lo lá. Alekhine jogou e teve uma bandeira da swastika em seu tabuleiro.